Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Governo cancela negociação e magistério federal amplia greve

49 instituições já aderiram às paralisações 
Os professores da rede federal de ensino intensificaram a mobilização da greve, após o Ministério do Planejamento adiar reunião com os representantes da categoria prevista para segunda-feira, sem apresentar nova data para a audiência. A greve iniciou no último dia 17 de maio e 49 instituições já aderiram às paralisações.
Com o cancelamento da reunião, centenas de trabalhadores da área da Educação realizaram manifestação em frente ao prédio do Ministério, em Brasília. Professores, funcionários e estudantes também realizaram manifestação em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná.   
“O Ministério do Planejamento simplesmente desmarcou a reunião sem nos dar nenhuma justificativa ou previsão. Isso nos motiva ainda mais a intensificar nossas ações”, afirma Aluísio Porto, da comissão de comunicação do Comando Nacional de Greve da Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
O magistério federal reivindica reestruturação do Plano de Carreira com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35) e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. Também denunciam más condições de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas instituições.
O acordo para a reestruturação do plano de carreira já havia sido feito em 2011, mas no início deste mês, o governo anunciou que o plano de carreira só será debatido para 2013. “Estávamos negociando com o governo a proposta de carreira docente. Tínhamos o prazo [para negociar] com o governo até 30 de março. O governo pediu mais dois meses, ou seja, até 31 de maio. Mas, no dia 15 de maio, nos apresentou uma proposta absolutamente inaceitável”, disse Vírginia Junqueira.
Após intensa mobilização e pressão do magistério federal para a implementação do acordo, o governo editou a Medida Provisória 568, que incorpora ao vencimento básico dos professores a Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas), e trata de outras carreiras do funcionalismo. No entanto a MP não diz nada a respeito da estruturação de carreiras, além de dar prejuízo aos professores na questão dos adicionais de insalubridade e periculosidade, antes calculados sobre o vencimento básico e agora congelados.
Outra questão ainda em desacordo é que a MP concede reajuste à categoria de apenas 4%, considerado insuficiente pelos professores. De acordo com Gil Vicente, presidente do Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior), “se o governo pretende tratar o conjunto dos servidores da mesma forma que está tratando os docentes federais, isto é, dando 4% de reposição em um período de três anos (julho/2010 – junho/2013), quando a previsão de inflação é de no mínimo 20%, então ao cabo desse período estará subtraindo dos nossos salários 16%”.
Estudantes manifestam apoio à mobilização dos professores por carreira e aumento 
Os estudantes também manifestaram apoio aos docentes. Diversas universidades organizaram assembléias para declarar solidariedade à greve dos professores, e algumas pretendem entrar em greve de alunos. O presidente da UNE, Daniel Iliescu, presente na assembleia geral da UNB (Universidade Federal de Brasília), disse que “a UNE apoia a greve e é solidária à luta dos professores por um plano de carreira e por melhores salários, ao passo que o movimento passa a ser importante também para conseguirmos mais qualidade e eficiência ao processo de reestruturação e expansão das universidades”. Estudantes se manifestaram também no Rio e em Minas Gerais.
Fonte Jornal Hora do Povo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Revista Veja

Marco Maia: "Veja defende uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos"

Leia a seguir a íntegra da nota ("Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?") do presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia (PT-RS), em resposta à matéria da revista desta semana.
"Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:
- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;
- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como "Mensalão";
- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;
- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;
- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco "todos") os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;
- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;
- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa".

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Farmácia brasileira

Laboratórios farmaceúticos nacionais criam a "BioNovis"
Quatro farmacêuticas nacionais assinaram um acordo para a criação da BioNovis, fábrica e centro de pesquisa para a produção de medicamentos biotecnológicos. O acordo proíbe a participação ou venda da empresa para estrangeiros.
A BioNovis, é uma joint venture (associação de empresas) fundada pelos laboratórios nacionais EMS, Ache, Hypermarcas e União Química, onde cada um terá 25% de participação.
O investimento previsto para o laboratório é de R$ 500 milhões e segundo os sócios, R$ 200 milhões sairão dos caixas dos quatro laboratórios. O restante poderá vir de financiamento, ou sociedade com o BNDES. "Talvez seja o investimento mais importante da história da indústria farmacêutica brasileira", diz Odnir Finotti, presidente da BioNovis.
A venda ou a entrada de investidores estrangeiros no negócio é vetada pelo acordo de acionistas. Segundo os laboratórios, será construído um centro de pesquisas, que deve começar a funcionar ainda este ano – cerca de 60% do investimento feito na BioNovis será para pesquisa e desenvolvimento.
Será a primeira grande empresa brasileira a entrar na produção de medicamentos biotecnológicos, cujas importações custaram ao governo R$ 6 bilhões no ano passado – que são 46% de todo o gasto governamental com medicamentos importados.
Os medicamentos biotecnológicos, feitos a partir de células vivas, são considerados o futuro da indústria farmacêutica. Eles possuem um alto custo de produção. Mesmo sendo 46% dos gastos públicos com importação de medicamentos, representam só 2% do volume de remédios comprados fora – e consumidos apenas dentro de hospitais, não vendidos em farmácias. É um mercado de US$ 160 bilhões no mundo, e de R$ 10 bilhões no Brasil. Esses medicamentos são usados para combater doenças como câncer, artrite reumatóide, lúpus e Alzheimer.
Os primeiros medicamentos nacionais deverão ser comercializados nos próximos dois anos. "Como serão feitos aqui, eles deverão ser mais competitivos que os importados", afirmou o presidente da BioNovis.
"Os sócios sabem que a BioNovis não poderá ser um negócio pequeno, por isso ela já nasce com a intenção de ser uma empresa global e exportar medicamentos", explica o executivo – ainda assim, o principal comprador deverá ser o governo, com 60% dos pedidos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A verdade sobre Belo Monte

Plagiado dos EUA, vídeo propaga desinformação contra Belo Monte: reportagem publicada no Jornal Hora do Povo (25/11/2012)

Após a publicação do vídeo da Globo, acadêmicos da UNICAMP produzem vídeo-resposta com a verdade sobre Belo Monte, veja abaixo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

UNE convoca mobilização nacional por duplicação de verba da educação

Em seu 52° Congresso, a entidade condenou os juros altos, o câmbio, a tentativa de privatização dos aeroportos e o desmantelamento da Telebrás

Durante os dias 13 a 17 de Julho aconteceu na cidade de Goiânia, capital de Goiás, o 52° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). O Congresso discutiu pautas a respeito dos investimentos em educação, conjuntura nacional, reforma política, dentre outros assuntos e elegeu Daniel Iliescu para a presidência da entidade durante os próximos dois anos. Os membros da nova diretoria convocaram a juventude brasileira para ir às ruas em defesa de mais verba para a educação.

Durante a plenária final do Congresso, Daniel começou o seu discurso relembrando a canção do Tamoios “Viver é lutar, a vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar” e chamou todos os estudantes “toda a nossa chapa, a oposição,todo o movimento social do Brasil, e da sociedade organizada, a construir, em agosto de 2011, uma das maiores jornadas de lutas que esse país já viu”.

A nova secretária-geral da UNE, Michelle Bressan, do movimento Mutirão, destacou que “esses próximos dois anos vão marcar a revolução no nosso país, estaremos nas ruas, em todas as universidades pra garantir com que no próximo ano o governo invista 80 bilhões de reais na nossa educação”, destacando o compromisso da nova gestão em tomar as ruas do país para “avançar no rumo do desenvolvimento”.

O Congresso teve como principal pauta o orçamento da educação no Brasil e defendeu o aumento da verba que deve ser executada pelo governo federal. Segundo a resolução aprovada, a UNE critica o volume de investimentos no setor, “há poucos anos que chegamos ao montante equivalente a 5% do PIB na previsão orçamentária, mas infelizmente o ministério não executa todo o recurso previsto do orçamento, em 2010, por exemplo, 11 bilhões de reais deixaram de ser investidos. O fato é que hoje, mesmo com os avanços conquistados, a educação recebeu apenas 1/11 do que foi repassado aos bancos a título de juros de 2003 a 2010”.

A entidade defende que para o ano de 2012, a verba destinada para a educação seja de R$ 80 bilhões “sendo esse orçamento totalmente executado, sem nenhum desvio aos banqueiros”.

O documento aprovado destaca que medidas como o PAC, o ‘Minha Casa Minha Vida’, a manutenção de programas social e de aumento de crédito para a população estão no rumo certo, do desenvolvimento. Entretanto pondera que “se tais ações foram positivas, existem entraves e políticas que só jogaram contra os interesses do país e do povo”.

A UNE ressalta que a política econômica “extremamente conservadora” baseada em taxa de juros elevadíssima e câmbio livre conduzida é gravíssima para o país.

“Embora Henrique Meirelles tenha caído na transição, a política de juros altos e superávit primário permanece, nos colocando na vergonhosa posição de pais com a mais alta taxa de juros do mundo, quatro vezes superior a do país que ocupa a segunda posição”, enfatizou o texto.

“Os primeiros sinais do novo governo causaram impactos negativos. Podemos citar o corte orçamentário de R$ 50 bilhões, que compromete em mais de R$ 3 bilhões os recursos da Educação, como medida conservadora que pode inviabilizar determinadas políticas neste primeiro ano. A intransigência do governo em negociar um valor maior de reajuste para o salário mínimo, com o triste argumento de que o reajuste causaria pressão inflacionária, foi outra demonstração negativa. Mais recentemente também vimos a proposta de privatização dos aeroportos, construídos e ampliados unicamente com dinheiro público, e o desmantelamento da Telebrás, fruto de uma política conservadora que boicota o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) em regime público, em favorecimento aos monopólios das teles e seu apetite por lucros” afirma a resolução aprovada.

Votaram, ao todo, 3.153 delegados no congresso que contou com a participação de cerca de sete mil estudantes. A chapa vitoriosa, “Movimento Estudantil Unificado Para as Mudanças do Brasil”, composta pelos movimentos “Transformar o Sonho em Realidade” (União da Juventude Socialista - UJS); “Mutirão” (Juventude Pátria Livre – JPL); Kizomba, Movimento Mudança e Para Todos (vinculados a diferentes tendências do PT); a Juventude do PMDB ; a Juventude do PSB; e a Juventude do PTB, obteve 2.367 votos, o que representa 75% dos delegados presentes.

ANA CAMPOS

fonte: Hora do Povo

domingo, 12 de junho de 2011

Conferencia Nacional de Juventude em MT

Uma conferência é o momento de debate e participação do povo nas decisões do governo, é uma importante ferramenta que a sociedade tem para contribuir com o desenvolvimento do país.

Necessário salientar a pré disposição do Governo em começar a ação, mesmo que de forma desapropriada.

E assim, por entender que temos condições de participar do Governo, enquanto sociedade organizada, aproveito este espaço democrático e livre para publicar um e-mail que enviei ao Secretário Adjunto de Assistência Social do Estado de Mato Grosso. Refere-se a uma divergência entre o que foi publicado e o que foi acordado em reunião com os movimentos de juventude do estado.

Segue e-mail:


"Prezado Secretário,

Hoje (12/06/2011) foi publicada uma matéria sobre as etapas regionais da Conferencia Nacional de Juventude, publicação esta no site da Secretaria Estadual de Comunicação, conforme link SECOM.

Solicito Sr. Secretário, por gentileza, que encaminhe o pedido de retificação da reportagem, publicando em seu conteúdo que são conferencias livres conforme acordado em reunião com alguns representantes dos movimentos de juventude no Estado de Mato Grosso.

Tenho clareza que no dia 30/05/2011, data da reunião, entramos em consenso sobre a construção conjunta e paritária das etapas regionais e/ou municipais e a estadual da referida Conferência, bem como do seu regimento e demais questões a serem tratadas enquanto comissão estadual, que inclusive estamos no aguardo por nomeação. 

Sr. Secretário, ciente de que o estado, através de sua Secretaria de Assistência Social, trabalha afinco para a sociedade e atende os seus anseios, certa que cumpre devidamente com o seu dever e que cumprirá com o acordado em reunião entre Governo e Sociedade Civil Organizada, desde já antecipo o agradecimento pelo atendimento da minha solicitação.

Quero registrar que estou à disposição para contribuir com o sucesso das etapas da Conferencia de Juventude no Estado de Mato Grosso, estamos no aguardo pela nomeação da Comissão Estadual.


Grata pela atenção,

Viviane Lima
Coord. Estadual da Juventude Pátria Livre - JPL/MT
Diretora da União Nacional dos Estudantes - UNE
(65) 9227-7506 / 3634-6898
viviane.gl@hotmail.com


Quero que todos tenham a oportunidade de acompanhar o desfecho desse impasse causado por um atropelo, proposital ou não, por parte do governo em organizar as etapas no Mato Grosso sem a devida participação da sociedade civil.

Publicarei a resposta assim que o Secretário retornar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

UNIRONDON também é Cultura!


O Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon) será palco da 1ª Virada Cultural que começa nesta quarta-feira (08) e vai até amanhã (09). O evento é promovido pelos acadêmicos do 3° semestre do curso de Turismo, com orientação da professora Ana Paula Bistaffa, da disciplina de Organização de Eventos e Cerimonial, e apoio dos professores Daniel Fernando Martins e da coordenadora do curso Rejane Pasquali.

O evento tem como foco a Cultura Cuiabana e pretende contribuir para a valorização da mesma pela comunidade. "Buscamos promover o contato de aspectos da cultura regional com o corpo universitário, através de mostras, palestras e apresentações culturais e de trabalhos acadêmicos", explica a professora Rejane.

Confira programação:

08 de Junho:
17h00 – Apresentação de trabalhos (Modalidade Oral)
19h00 – Abertura Oficial do Evento
19h30 – Palestras (“Roteirização Cultural” – Profa. M.a Leilla Borges Lacerda) e (“Educação, Memória e Museus: Um campo de Diálogo” – Profa. M.a Simone R. Nolasco)

09 de Junho:
19h00 – Dança de Salão
19h30 – Cururu e Siriri (Associação Folclórica São Gonçalo Beira Rio)
20h00 – Capoeira (Mestre Visk)
20h30 – Show Humorístico (Nico e Lau)
21h15 – Show Regional (Enio, Donizete e Toninho de Souza)
21h50 – Show Sertanejo (Montenegro e Boiadeiro)


Fonte: UNIRONDON
Autor: Marcella Bordini
Assessoria Unirondon

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Inscrições ENEM 2011

Estudantes interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 poderão se inscrever a partir de hoje no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O processo segue até as 23h59 do dia 10 de junho, exclusivamente pela internet.

As provas serão aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. A previsão do Inep é que o número de inscritos passe dos 5 milhões. O valor da taxa continua o mesmo de 2010: R$ 35. Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escola pública não pagam.

Em 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem como forma de ingresso em universidades. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio privado com bolsa integral.

A matriz com os conteúdos que serão cobrados na prova estão disponíveis no edital publicado na semana passada no Diário Oficial da União.


Fonte: www.jb.com.br

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FIES: fim do fiador é vítoria da UNE e dos estudantes

Governo anunciou nesta quarta-feira (20) que estudantes de baixa renda não precisarão mais de fiador para adquirir o financiamento. Para a UNE é mais uma medida para universalizar o acesso às IES

Presidente Lula anunciou nesta quarta-feira (20) que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não terá mais a exigência de fiador para alunos de baixa renda ou de cursos de licenciatura. A figura do fiador será substituída pelo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) – mantido pelo Tesouro Nacional e pelas instituições de ensino que quiserem aderir ao projeto-.

O que muda
O estudante deverá optar pela modalidade sem fiador no momento em que se inscrever para participar do programa, o que é feito pelo SisFies. O benefício só vai valer para aqueles que cursarem licenciaturas ou tiverem renda familiar de até um salário mínimo e meio per capita. Também podem pedir dispensa do fiador os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalidade.

Outra mudança é a renegociação do prazo de pagamento dos contratos antigos. Quem aderiu ao Fies antes de 14 de janeiro de 2010 poderá estender o período de pagamento da dívida até três vezes o período de utilização do financiamento, mais doze meses. Um estudante de um curso com duração de quatro anos, por exemplo, terá até 13 anos para pagar a dívida, contados a partir da formatura. Essa medida já está sendo aplicada para todos os contratos firmados a partir de 2010.

Os estudantes interessados na renegociação podem fazer uma simulação a partir de um sistema que estará disponível a partir de hoje no SISFies, por onde também deve solicitar a revisão. Em seguida, interessado deve procurar a agência onde contratou o financiamento para apresentar a documentação necessária e formalizar a renegociação. O benefício poderá ser solicitado por estudantes que tenham prestação superior a R$ 100 mensais.

Desde abril deste ano, não há mais um período de inscrições para o Fies. O estudante pode aderir ao programa a qualquer momento e pedir reembolso das parcelas já pagas naquele semestre. Outra mudança foi a redução dos juros de 6,5% para 3,5% ao ano e o aumento do prazo de amortização. Com essas medidas, cresceu o número de contratos: foram 58 mil de janeiro a setembro de 2010, contra 32 mil firmados em 2009.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Universitários baixa renda poderão receber bolsa

Trata-se de um projeto que será votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Em contrapartida, estudante deverá atuar como estagiário durante 20 horas semanais

Está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que cria o programa Bolsa de Permanência Universitária para beneficiar estudantes de baixa renda. O benefício - um salário mínimo por mês - poderá ser usado tanto para pagar a mensalidade da faculdade, como para custear moradia, alimentação e compra de materiais didáticos. A proposição (PLS 214/2010) receberá decisão terminativa na CE.

De acordo com a Agência Senado, a bolsa deverá ser concedida a estudantes matriculados em cursos de graduação, de tecnologia e seqüenciais de formação específica, em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, desde que devidamente autorizadas ou reconhecidas pelo sistema de ensino correspondente.

Como contrapartida, o estudante deverá atuar como estagiário, durante 20 horas semanais, prioritariamente como monitor em escola da rede pública ou em outras instituições a serem definidas pelos órgãos gestores do programa, preferencialmente no município de residência do aluno.

Para ter direito a receber a bolsa, o estudante deverá comprovar renda bruta mensal familiar per capita de até três salários mínimos. O candidato ao benefício também não poderá possuir diploma de graduação. Uma comissão fará, semestralmente, a seleção para ingresso no programa. O edital será publicado no Diário Oficial da União e deverá ser divulgado pela internet.

O desligamento do aluno do programa, com o cancelamento da bolsa, poderá acontecer em caso de reprovação em duas ou mais disciplinas no período letivo ou de não cumprimento do compromisso de estágio. Os órgãos gestores fixarão o limite de bolsas para cada período letivo e a forma do rateio entre as IES deverá ser estabelecida em regulamento próprio.

Ex-rondonistas realizam assembléia para criar associação em MT‏

Ex-rondonistas realizam assembléia para criar associação em MT

No próximo dia 19 será realizada, na Faculdade de Direito (FD) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a assembléia para criação da ´´Associação Projeto Rondon Mato Grosso´´. A reunião ocorrerá às 15h e terá como pauta a criação do estatuto e a escolha da primeira diretoria da associação. A assembléia é aberta a toda a comunidade. O Projeto Rondon, que visa levar universitários a conhecer e fomentar trabalhos em comunidades carentes no país e no exterior, foi criado em 1967.

´´Queremos recriar o Projeto Rondon em Mato Grosso, numa visão mais atual´´, afirma Auremácio Carvalho, membro do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, da Faculdade de Direito da UFMT. De acordo com ele, a Associação Nacional dos Rondonistas foi criada em 1990, com registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e é reconhecida pelo Ministério da Justiça, como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Segundo Auremácio, que foi um dos coordenadores estaduais do projeto nos anos de 1977 e 1980, o projeto vem se reorganizando em todo o país, após a década de 1990, como Oscip, vinculada à Associação Nacional. Por esse motivo e a convite do Presidente da Associação Nacional e um dos fundadores do Projeto Rondon, Sérgio Mário Pasqualli, Auremácio está organizando os preparativos para a implantação da Associação Rondon em Mato Grosso.

Abrangência Nacional - O Projeto Rondon, data do ano de 1967 e é uma iniciativa de integração social coordenado pelo Ministério da Defesa, que envolve a participação voluntária de estudantes universitários de todo o país, na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes.

´´Integrar para não Entregar´´ é o lema do projeto, que tem como parceiros diversos Ministérios, além do apoio das Forças Armadas, a colaboração dos governos estaduais, das prefeituras municipais, da União Nacional dos Estudantes, de organizações não-governamentais, de organizações da sociedade civil de interesse público e de organizações da sociedade civil.

O projeto está presente como associação em 26 Estados do país. Entre eles estão Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Mais informações pelo telefone (65) 3615-8541 – Auremácio Carvalho.
Atenciosamente,

Equipe de Redação UFMT

--------------------------------------------------------------------------------
UFMT - Fundação Universidade Federal de Mato Grosso
Avenida Fernando Corrêa, s/nº Coxipó
Cuiabá-MT 78060-900
Fone/PABX: +55 (65) 615-8000 / FAX: +55 (65) 661-5119

:: Para acesso a mais informações, visite o Portal da UFMT » http://www.ufmt.br/

Nota UNE

Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente

A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da Educação Pública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.

Foi assim na experiência da luta contra o nazi-facismo na década de 40, na campanha do “Petróleo é nosso” que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das “Reformas de Base” na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no “Fora Collor” e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.

Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.

Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.

É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da Democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

União Nacional dos Estudantes (UNE)
10 de outubro de 2010

Fonte: www.jplmt.blogspot.com

quinta-feira, 29 de julho de 2010

23/07/2010 - 13h00
Comunistas ex-PMDB criam novo partido, mas terão que disputar eleição em legendas "emprestadas"

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Após três décadas dentro do PMDB, os comunistas do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) decidiram se desligar do partido e fundar, em 21 de abril do ano passado, junto com militantes que saíram de outros siglas, uma legenda própria: o Partido Pátria Livre (PPL).


Logo do PPL, criado em 21 de abril de 2009 por
militantes do MR-8 (ex-PMDB) e de outros partidos.

O MR-8 ganhou notoriedade no final da década de 60 ao combater a ditadura militar pela via armada. Com militantes como Fernando Gabeira, Carlos Lamarca, Franklin Martins e César Benjamin, o movimento defendia a revolução para derrubar o governo e instalar no Brasil um Estado socialista.
Em setembro de 1969, o grupo sequestrou o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick para exigir a libertação de 15 prisioneiros que estavam em poder dos militares, num dos episódios mais marcantes dos anos de chumbo (veja no box abaixo a história do MR-8).
Diferentemente do MR-8, a principal bandeira do PPL não é a revolução socialista, e sim a independência do Brasil perante o imperialismo estrangeiro. O nome do partido foi inspirado na letra do Hino da Independência do Brasil. A data de fundação --morte de Tiradentes-- também não foi escolhida por acaso.
O programa político do PPL diz: “é necessário concentrar todas as energias para completar a grande obra da independência nacional (...) A maior parte dessa construção, que começou com Tiradentes, passou por Getúlio (Vargas) e chegou a Lula, já foi realizada. Mas a que falta deixa o país e o povo vulneráveis à espoliação externa que tolhe o nosso desenvolvimento econômico, político, social e cultural.”

O objetivo dos “patrióticos” era recolher 500 mil assinaturas, necessárias para regularizar o novo partido na Justiça Eleitoral, em tempo hábil para participar das eleições desse ano. Como a meta não foi alcançada, agora cerca de 70 militantes do PPL tentarão cargos para deputado federal e estadual utilizando siglas “emprestadas” de PT, PDT, PPS e PMDB.

Segundo Miguel Manso, presidente do PPL em São Paulo, o partido fez a chamada “coligação branca” (não-oficial) com siglas aliadas. “Escolhemos alguns companheiros nossos para nos representar em outras legendas e fizemos acordos nacionais, subordinados à vontade dos partidos, para viabilizar uma ‘coligação branca’”, diz. “Não iremos esconder isso do eleitor. Nossa marca, inclusive, estará nos materiais de campanha dos candidatos”, afirma Manso.
De acordo com ele, em São Paulo foi o PDT quem emprestou a legenda aos candidatos do PPL; no Rio de Janeiro, PDT e PMDB; no Rio Grande do Sul, o PPS; e no Distrito Federal e Ceará, o PT. Além das candidaturas legislativas, há integrantes do PPL na coordenação das campanhas de Sérgio Cabral (PMDB), Aloizio Mercadante e Tarso Genro (ambos do PT), respectivamente candidatos aos governos de SP, RJ e RS.
Questionado sobre se o partido terá outros aliados nas eleições, Manso diz que é mais fácil dizer com quem o PPL não fará aliança. “A princípio vamos procurar fazer uma política ampla (de alianças). Só não temos aliança com o PSDB e o DEM. Com os demais partidos, vamos conversar”, afirma o presidente, endossando o programa do partido, que qualifica tucanos e democratas de “viúvas do neoliberalismo”.

Manso estima que até o final do ano o partido consiga as assinaturas necessárias e a regularização na Justiça Eleitoral para disputar as eleições municipais de 2012 com uma legenda própria.

“Amizade indestrutível” com Quércia
Aliado histórico do MR-8 dentro do PMDB, o atual candidato ao Senado por SP Orestes Quércia, apelidado pelo movimento de “O Grande Timoneiro”, diz que a saída do MR-8 do partido e a consequente fundação do PPL foi motivada pela aproximação do PMDB paulista aos tucanos e a oposição ao governo federal.

“Eles (o MR-8) não tiveram alternativa. Sempre foram ligados ao Lula. Com a nossa posição em São Paulo, que foi bem firme contra o governo Lula, optaram por sair do partido. Até pensei que fossem se incorporar a outro partido”, afirmou Quércia, em entrevista ao UOL Notícias.

Miguel Manso, que ingressou no MR-8 em 1974, nega que o estopim da saída do PMDB tenha sido a aproximação do partido e de Quércia com os tucanos. “O MR-8 já havia tomado essa decisão antes de o PMDB de SP definir o apoio aos tucanos”, diz. “Não achamos que o apoio ao PSDB tenha sido a melhor opção para o PMDB, nem para o Quércia, mas temos uma amizade indestrutível com ele”, afirma.

Durante os 30 anos que permaneceram no PMDB, os militantes do MR-8 construíram um partido ao lado de tendências com projetos políticos diametralmente opostos ao que o movimento sempre pregou. Manso afirma que a escolha dessa trajetória se deu porque o MR8 via no partido um potencial para aglutinar setores progressistas.

“O PMDB tinha um leque de figuras de peso, capaz de unir outros partidos. Em 1998, o partido estava praticamente cooptado pelo PSDB. Nós (o MR-8) ajudamos a acabar com isso e construímos essa coalizão com o PT, tão importante para o Brasil. Cumprimos essa etapa. Esse processo se esgotou, e agora partimos para uma nova organização”, diz o presidente estadual.

Em 1970, guerrilheiros do MR-8 e outros exilados da ditadura aguardavam o embarque para a Argélia

Benjamin e Gabeira: MR-8 dos anos 60 não existe mais
Para o cientista político César Benjamin, o MR-8 que fundou o PPL não possui ligações ideológicas com o movimento da década de 60, do qual ele fez parte. “Há uma enorme descontinuidade na história do MR-8. Houve várias situações em que a memória foi ‘zerada’”, afirma.
Benjamin, que em 2006 foi vice-candidato à Presidência na chapa encabeçada por Heloísa Helena (PSOL), diz que o MR-8 em que militou estava praticamente acabado dois anos após o sequestro do embaixador. “Em 1971, a maioria dos quadros já estava exilada no Chile. Não há uma linha de continuidade do grupo antigo com esse que atuou nas décadas de 80, 90 e agora. Não dá nem para falar que o MR-8 tenha abandonado suas bandeiras, pois trata-se de outro movimento que só tem o mesmo nome.”
O então militante do MR-8 Fernando Gabeira em 1969, detido após o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick
Fernando Gabeira, que participou do sequestro de Elbrick e depois narrou a história no livro “O que é isso, companheiro?”, vai além. “O MR-8 que eu militei acabou. O atual não conheço”, disse ao UOL Notícias.
O presidente estadual do PPL diz que uma das principais diferenças entre o movimento da década de 60 e o que formou o partido está na construção do socialismo. “O MR-8 defendia o socialismo imediato. O PPL quer lutar pela independência nacional e depois caminhar ao socialismo. Não é algo para já”, afirma.

“O PPL é o MR-8 registrado? Não. São programas diferentes, com muitas semelhanças e muita identidade, mas procuramos trabalhar com quem tem outras experiências políticas”, diz.


 
História do MR-8
O Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8) surgiu na década de 60 como uma das principais organizações de combate armado à Ditadura Militar. O nome faz referência à data em que Che Guevara foi preso na Bolívia, em 1967.

Inspirado na experiência cubana, o MR-8 defendia a revolução para derrubar o governo e instalar no Brasil um Estado socialista. Promovia assaltos a bancos, invasões a presídios e explosões de prédios estratégicos sob o argumento de "luta contra os ditadores e a burguesia".

Em setembro de 1969, o grupo protagonizou um dos episódios mais marcantes dos chamados anos de chumbo: o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, realizado em conjunto com Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella.

Os guerrilheiros urbanos raptaram o diplomata para exigir a libertação de 15 prisioneiros que estavam em poder dos militares --entre eles o ex-ministro José Dirceu-- e a publicação na imprensa de uma carta contra o regime e com críticas ao imperialismo norte-americano.

Os militares atenderam às exigências dos guerrilheiros, mas, posteriormente, iniciaram uma caçada implacável aos opositores do regime, que resultou na morte das principais lideranças dos grupos de esquerda. Duramente perseguido, o MR-8 perdeu força e quase desapareceu.

O ressurgimento veio no final da década de 1970, quando a organização decidiu ingressar no MDB (atual PMDB) com o respaldo de Orestes Quércia, principal aliado de peso do grupo dentro da sigla. Em 2009, o MR-8 decidiu sair do PMDB e fundar, em 21 de abril de 2009, junto com outros militantes não-organizados, uma nova sigla: o Partido Pátria Livre (PPL).


Leia mais
Inimigo nº 1 há 40 anos, Marighella é homenageado na Câmara de SP
"Hércules 56" reconstitui Brasil sob a ditadura
Vera Magalhães, 59, a seqüestradora do embaixador
Dossiê lista brasileiros sumidos na era Condor
Mais em UOL Notícias

domingo, 18 de abril de 2010

Revista americana de economia destaca setor energético brasileiro

18 de abril de 2010 / 12:01

A edição mais recente da publicação americana de negócios e finanças The Deal Magazine traz a matéria “ Brazil power ” (clique no título para ler o texto completo em inglês), que fala sobre o momento único que o país está vivendo, principalmente no setor de energia. Segundo a publicação, “os brasileiros já não dizem mais que o Brasil é o país de um amanhã que nunca se concretiza. Hoje o Brasil tem orgulho de ser a oitava maior economia do mundo”.
A matéria destaca que o país vai atrair US$ 38 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2010 (de acordo com uma estimativa média de 100 economistas). A revista ressalta ainda que, com uma economia estável e em expansão, que escapou do pior da crise financeira global, o Brasil está se revelando um terreno fértil para o setor de energia.
A reportagem fala sobre pré-sal, etanol, investimento em gasodutos, o setor hidroelétrico e a participação da Petrobras em todo este cenário. “Oportunidades significativas de crescimento, estabilidade política e econômica única no Hemisfério Sul e o desenvolvimento do quadro legal fazem do Brasil um destino atraente para os investidores com apetite por ativos de energia que oferecem bons retornos. O momento do Brasil pode ter chegado, mas o futuro continua promissor”, conclui a revista.

Fonte: http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=21418

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sancionada lei que proíbe matrícula simultânea em universidade pública

Sancionada dia 12 de novembro lei que impede estudante de ocupar duas vagas em universidade pública. Na avaliação do deputado que criou o projeto, ela ampliará a oferta de vagas nas universidades públicas.

A UNE comemora a confirmação da lei, por considerar que o acúmulo de vagas é ruim. “Enquanto o acesso às públicas não é universalizado, não é justo que um mesmo estudante concentre mais de uma vaga, tirando a oportunidade de outros”, declara Augusto Chagas, presidente da entidade.


Leia abaixo notícia publicada na Agência Câmara.

Sancionada lei que proíbe matrícula simultânea em universidade pública
Por Vania Alves

Foi sancionada, na quinta-feira, 12, a Lei 12.089/09, que proíbe que um estudante ocupe, simultaneamente, mais de uma vaga de graduação em universidades públicas simultaneamente. A lei teve origem no Projeto de Lei 3360/06, do deputado Maurício Rands (PT-PE). Na avaliação do parlamentar, a lei ampliará a oferta de vagas nas universidades públicas.

Rands explicou que, atualmente, muitos estudantes ocupam mais de uma vaga nas instituições de ensino superior, às vezes sem nem sequer frequentar o curso. Ele lembrou que, mesmo que o aluno não vá à instituição, sua vaga ficará trancada e não poderá ser usada por outros. “Essa medida vai destravar vagas e se harmoniza com as diretrizes traçadas pelo Ministério da Educação de ampliar a oferta de vagas nas universidades públicas”, avaliou. O parlamentar afirmou que, hoje, apenas um terço das vagas de ensino superior é oferecido pela rede pública.

Dois cursos - A lei aplica-se também a cursos na mesma instituição. Quem já está matriculado em dois cursos poderá concluí-los normalmente, pois a lei só vale para as matrículas feitas a partir de dezembro. Hoje, os regimentos das universidades, em regra, proíbem o acúmulo de vaga. Os alunos que estiverem em situação irregular serão anistiados.

Daí em diante, se a universidade que constatar que um aluno está matriculado em dois cursos na própria instituição ou em instituições diferentes, terá que pedir ao aluno que escolha um deles no prazo de cinco dias. Se ele não escolher, será cancelada a matrícula mais antiga quando os cursos forem em instituições diferentes; ou a mais nova, quando for na mesma instituição.

Rands explicou que o processo de aprovação dessa lei também deve ser tomado como exemplo. Ele explicou que foi procurado pelo Grupo de Apoio ao Remanejamento de Vagas, de Pernambuco, que se mobilizou para localizar as vagas que não estavam sendo efetivamente ocupadas. “É um modelo pedagógico: a sociedade identifica um problema, se organiza e procura o parlamentar para que ele consiga a aprovação da lei”, explicou.

Fonte: reprodução da Agência Câmara.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pré-sal estimula criação de cinco novos estaleiros

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro
Pelo menos cinco estaleiros estão prestes a nascer por causa das bilionárias encomendas do setor de petróleo e gás, principalmente das áreas do pré-sal. Os novos empreendimentos e alguns estaleiros já existentes apresentaram onze projetos à Marinha Mercante, com o objetivo de obter financiamento que pode chegar a cerca de R$ 8 bilhões ao longo dos próximos anos.
O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) estima que o setor fechará este ano com 46 mil empregos, aumento da ordem de 10% em relação a 2008.
"O pré-sal vai dar um trabalho enorme para a indústria brasileira", diz Sérgio Leal, secretário-executivo do Sinaval. Os investimentos de R$ 121 bilhões para explorar as reservas do país, entre as quais as localizadas nos blocos do pólo de Santos, prevêem encomendas de sondas de perfuração, barcos de apoio e plataformas. O país possui hoje 28 estaleiros e serão necessários "30 e tantos para absorver tantas encomendas", segundo Leal.
"O Brasil possui hoje a quinta maior carteira de petroleiros do mundo, sem contar o pré-sal", acrescentou Leal, referindo-se a compra de 46 navios pela Transpetro, braço da Petrobras para a área de transportes.
Cerca de 60% de todo o investimento da indústria brasileira nos próximos três anos partirão do setor de petróleo e gás, de acordo com Alfredo Renault, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip). O especialista alerta para a necessidade de investimentos maiores em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas que fazem parte da cadeia produtiva. Renault também afirma que os fornecedores precisam de incentivos diferenciados como isenção de impostos para dar conta da demanda da Petrobras.


Comentário e Posição – movimento Mutirão
As perspectivas para o retorno financeiro que o pré-sal poderá trazer são altas, ainda assim não são suficientes em sua real proporção. Nós do Mutirão temos nossa bandeira quanto ao pré-sal. Queremos aprofundar no os debates sobre monopólio estatal da Petrobras como única operadora do pré-sal, acabando com os leilões. Entendemos que o que é do Brasil tem que continuar sendo. Acreditamos que com a Petrobras, o Pré-Sal será do Brasil.
Têm muito dinheiro em jogo, muitos (futuro) investimentos sendo negociados. Isso coloca muita coisa em jogo, como por exemplo, o rico dinheiro que as multinacionais enviam para seu país de origem, sugando nossa riqueza, explorando nosso capital humano, mas enriquecendo o povo deles. E onde estão os brasileiros nesta história?

Não queremos continuar enquadrados como escravos dos tempos modernos. Anteriormente “roubava-se outros povos” de outras “nações” para “trabalhar” em nesta. Agora “eles” se instalam aqui mesmo para explorar o “brasileiro” e ainda nos ludibriar e extorquir de forma lícita. Não podemos nos tornar escravos do capital estrangeiro ou do feudalismo moderno.

Com o volume de dinheiro que se espera do Pré-Sal, pensamos ser fundamental investir em ciência e tecnologia brasileiras, proporcionando ampliação e aperfeiçoamento do pólo industrial brasileiro. Segundo o diretor de exploração da Petrobras, Guilherme Estrella, terá que se criar 250 MIL empregos diretos, 700 MIL indiretos e cerca de 100 MIL engenheiros, imaginem vocês o que representam esses números. Nada menos que UM MILHÃO E CINQUENTA MIL de brasileiros empregados, isso é quase a população total do estado de Tocantins, empregaria todo o estado do Acre e Roraima juntos e ainda sobra vaga para pegar de outros estados. É MUITO EMPREGO.

Continuem imaginando... Será preciso ampliar a oferta de vagas nas instituições de ensino superior e técnico formando pessoas qualificadas para estas vagas, olhem a oportunidade batendo às margens do território brasileiro. Educação, profissionalização, valorização, dignidade, igualdade, desenvolvimento e uma Pátria Livre, nossa luta, de brasileiros para o povo brasileiro.

Viviane Lima - Diretora da UNE

domingo, 22 de novembro de 2009

Economia

Crise mundial levará 9 milhões de pessoas à pobreza na América Latina

Fonte: Agência Brasil


A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) calcula que a mais recente crise financeira mundial, originada nos Estados Unidos, deverá levar pelo menos 9 milhões de pessoas à situação de pobreza e mais 5 milhões à de indigência na América Latina somente este ano.

No relatório Panorama Social da América Latina 2009, a Cepal prevê que a pobreza na região aumentará 1,1% e o nível de indigência crescerá 0,8%, na comparação com o ano passado. As pessoas em situação de pobreza devem passar de 180 milhões para 189 milhões (o equivalente a 34,1% da população local) e os indigentes de 71 milhões para 76 milhões, 13,7% da população.

Apresentado pela secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, o documento assinala que a quantidade de pessoas afetadas equivale a quase um quarto da população que havia superado a pobreza entre 2002 e 2008 (41 milhões de pessoas), graças ao maior crescimento econômico, à expansão do gasto social, ao crescimento demográfico e às melhorias na distribuição da renda.

Embora preveja que alguns países como o México irão experimentar médias de aumentos maiores em seus níveis de pobreza e indigência devido à diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) e à deterioração de empregos e salários, a Cepal acredita que, em termos regionais, o impacto será menor que o de turbulências anteriores, como a crise mexicana, de 1995, a asiática, entre 1998 e 2000 e a chamada crise “ponto.com” e da Argentina, respectivamente em 2001 e 2002.

Mesmo assim, de acordo Alicia Bárcena, os efeitos da crise irão impedir que a região elimine a pobreza extrema e a fome até 2015 conforme estabelece a primeira Meta de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório também assinala a urgência dos países latino-americanos de investirem em um novo sistema de proteção social, adotando medidas que combinem o atendimento de urgência a uma estratégia de longo prazo, evitando a irresponsabilidade fiscal e o endurecimento da legislação trabalhista, aumentando a carga tributária de forma progressiva e redistribuindo os gastos sociais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Comissão na Câmara retira limite de 40% para a venda de meia-entrada

A meia-entrada tem papel fundamental na formação da juventude

O acesso à cultura, a espetáculos de teatro, de cinema; exibição de shows pagando meia-entrada foi uma conquista histórica que não se deve ignorar e simplesmente aprovar uma proposta de limitação.

O texto aprovado determina que terá direito ao benefício o estudante que, no momento da compra do ingresso e na portaria do evento, apresentar a Carteira de Identificação Estudantil. A famosa "carteirinha de estudante" será confeccionada pela Casa da Moeda, seguindo um modelo único para todo o país.

Já a expedição dela continua sob responsabilidade das associações representativas dos estudantes, como a UNE e os Diretórios Centrais de Estudantes das Instituições de Ensino Superior.

Pelo texto, a medida vale para estudantes, da pré-escola à pós-graduação, e para idosos com mais de sessenta anos. A matéria ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça.